Visões de Outrora na Casa da Pólvora

O Instituto Cultural Américo Falcão, trabalha nas escolas e locais de divulgação de projetos culturais, divulgando a Vida e Obra do Poeta Américo Falcão, recitando poesias, fazendo os alunos mergulharem na história do Poeta e também na história de Lucena. Sua fundadora é Denise Sales, foi fundado em 2012.
Américo Falcão o representante do Romantismo na Paraíba, é considerado o poeta do mar, o cantor das praias. Herdou o lirismo extravagante da escola de Castro Alves, sofrendo, contudo, alguma influência do Parnasianismo. A preferência pelo poema de forma fixa, a preocupação com a rima, a descrição da natureza, são frutos que se juntaram ao sentimentalismo exagerado encontrado na sua produção poética. É um ufanista exaltado, saudosista bem ao gosto romântico. Seu verso é doce e trovadoresco.
O Parque Casa da Pólvora está sendo administrado pela Fundação Cultural de João Pessoa (FUNJOPE), em colaboração com as Secretarias de Educação e Cultura (SEDEC) e de Meio Ambiente (SEMAN), a Coordenadoria do Patrimônio Cultural (COPAC) e demais secretarias do Governo Municipal.
A construção, segundo as fontes históricas, parece ter sofrido interrupções sendo concluída somente em 1710, já na administração do Capitão-mor João da Maia da Gama. Foi edificada num local estratégico para servir também como posto de observação do Porto Capim (nome popular dado ao Porto do Varadouro, principal porto de João Pessoa anterior à existência do Porto de Cabedelo) e do rio da Várzea paraibana.
A Carta Régia, entre outras recomendações, dizia que um engenheiro viria de Portugal para escolher o local e fazer a planta da casa da pólvora. Segundo o Cônego Barbosa, as repetidas recomendações e os auxílios financeiros extraordinários destinados à construção contidos na Carta, davam a entender que o governo de Lisboa temia possíveis ataques a Paraíba por parte da França e Espanha, pois os franceses conheciam o território paraibano e tinham boas relações com os índios da região.
Tombada pelo IPHAN, a Casa da Pólvora foi restaurada no final da década de 1970. Recentemente passou a ser administrada pela Prefeitura Municipal de João Pessoa, através de sua Fundação Cultural. Abriga, conserva e expõe permanentemente o acervo fotográfico Walfredo Rodriguez, que contém imagens de prédios, largos e ruas da cidade do início do século XX; ademais, está apto a receber exposições artísticas periódicas a serem definidas em Editais públicos, ou em parceria com outras Instituições ou Secretarias.
Endereço: Ladeira São Francisco - Centro, João Pessoa – PB
Exposição “Visões de outrora”, que reúne parte da produção poética do paraibano Américo Falcão. A entrada é gratuita.
